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VII Congresso Internacional de Cuidados Paliativos

Agora já no aeroporto viajo em pensamento, recordando tudo que vivi aqui em Belo Horizonte no VII Congresso Internacional de Cuidados Paliativos.. na memória me vem também tudo que já vivi na clínica, no hospital e na vida. 


Quantas histórias, quantas pessoas partindo, quantos 'finais felizes' presenciei e outros nem tanto, quantos aprendizados. 

Aqui no congresso havia em média 2.600 pessoas com um mesmo objetivo: cuidar de você, de nós, de mim.. cuidar com amor, carinho e respeito os questionamentos que surgem quando a vida, de repente, coloca na nossa frente a certeza de que somos finitos. 


Aliás, essa deveria ser a nossa única certeza na vida.. mas, quem pensa na finitude? Quem se prepara para ela? Temos sempre tantas coisas a fazer... travamos uma batalha com o tempo, principalmente quando nos damos conta que não temos controle sobre ele. Deixamos para o momento final tantas coisas... perdoar... amar...abraçar... agradecer...sonhar... realizar... descansar... e a frase que ouço é quase sempre a mesma "ah..se eu soubesse que o tempo estava acabando".

Talvez isso possa ser explicado pelo fato de sermos imediatistas demais.

O Cuidado Paliativo me fez uma pessoa melhor, mais questionadora, mais flexível, mais humana e sensível. 


Quando olho para o paciente que está a minha frente, não o vejo como a doença. Para mim ele jamais será "o transplantado", "o câncer", "o cardiopata" e por ai vai... esse paciente tem uma história, uma família, uma vida, tem sonhos a serem realizados e é nisso que focamos com carinho e respeito.


Em nenhum momento me arrependo de ter escolhido os Cuidados Paliativos, ou melhor, acho que fui escolhida por ele, rs! Sou grata, muito grata por viver mais essa experiência! A vida pode ser maravilhosa e acredite, o processo final também!


"Conscientemente ou não, estamos todos em busca de respostas, tentando aprender as lições da vida. Nós lutamos com o medo e com a culpa. Nós procuramos por sentido, amor e poder. Nós tentamos entender o medo, a perda e o tempo. Procuramos descobrir quem somos e como podemos nos tornar verdadeiramente felizes." (Elisabeth Kübler-Ross)



Beatriz Peres Covello

CRP: 06/139116


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